A INVENÇÃO DA CAPITAL ETERNA: DISCURSOS SENSÍVEIS SOBRE A MODERNIZAÇÃO DE CUI...

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Nathália da Costa Amedi

2021

A INVENÇÃO DA CAPITAL ETERNA: DISCURSOS SENSÍVEIS SOBRE A MODERNIZAÇÃO DE CUI...

Quem anda pelos diferentes cantos de Cuiabá encontra, nas ruas, praças e monumentos, referências que atestam a sua história e identidade – ao menos no discurso da memória oficial – alicerçada na epopeia dos bandeirantes paulistas. As origens do cuiabano – de “chapa e cruz” – estaria atrelada aos “bravos paulistas”, que nessas paragens encontraram o rico metal doura - do e formaram a vila que se transformaria em cidade e capital de Mato Grosso. A esfinge bandeirante, de Pascoal Moreira Cabral e Miguel Sutil paira, como um véu, sobre a cidade.

Os lugares de memória e os eventos cívicos – locais e estaduais – prestam culto aos heróis da cidade, enquadram seu passado, moldam seu presente e eternizam seu futuro. Mas essas escolhas não são naturais ou sem intencionalidades.

Fazer tal escolha significa produzir a com - posição do retrato e dos valores que se deseja instituir para a população. Em síntese, procura-se forjar modelos a serem seguidos e exaltados. A constituição de um calendário de festas e comemorações, assim como o culto aos heróis do passado, geralmente tidos como os “construtores” ou “fundadores” da nação, ou de um movimento revolucionário, faz parte do processo de legitimação de um regime político ou das lutas reivindicatórias de grupos minoritários, por exemplo.

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